Trump defende negociações comerciais com a China e diz que EUA estão em posição melhor



‘Outros países já estão negociando conosco porque não querem que isso aconteça com eles’, disse presidente dos EUA. China retalia e aumenta taxas de importação de produtos dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira (14) sua guerra comercial com a China no momento em que as tensões se intensificam, dizendo que esse é um modelo para negociações norte-americanas com outros países.
“Estamos em uma posição muito melhor agora do que qualquer acordo que pudéssemos ter feito” com Pequim, disse ele em uma série de publicações no Twitter.
“Outros países já estão negociando conosco porque não querem que isso aconteça com eles. Eles têm que fazer parte da ação dos EUA.”
A China e os Estados Unidos concordaram em continuar conversando sobre sua disputa comercial, disse o governo chinês nesta terça, depois de Trump ter afirmado achar que as discussões recentes em Pequim terão sucesso.
As declarações ligeiramente mais otimistas foram feitas depois que ambos os lados intensificaram sua guerra comercial, com a China anunciando detalhes de novas tarifas contra importações dos EUA na segunda-feira, após a decisão dos EUA na semana passada de tarifar importações chinesas.
O gabinete do representante de Comércio dos EUA disse que planeja realizar uma audiência pública no próximo mês sobre a possibilidade de adotar tarifas de até 25% em mais US$ 300 bilhões em importações da China.
Donald Trump disse na véspera que se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping, no mês que vem, e que espera que suas discussões sejam “muito proveitosas”.
A perspectiva de a economia global ser afetada por uma disputa mais acirrada entre EUA e China preocupou os investidores e levou a uma forte venda generalizada nos mercados acionários na última semana.
Fontes ouvidas pela Reuters disseram que as negociações entraram em colapso depois de a China ter tentado retirar compromissos de um esboço de acordo sobre mudanças em suas leis para permitir novas políticas em questões como proteção da propriedade intelectual e transferências forçadas de tecnologia.
O ministro das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, disse que a China mostrou sinceridade ao enviar uma delegação de alto nível aos EUA para discussões na semana passada, e que a China permanece calma diante da pressão.
O estopim para a nova rodada da guerra comercial ocorreu em 5 de maio, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os EUA iriam aumentar para 25% as tarifas de importação sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. A resposta da China veio com o anúncio de que o governo chinês planeja impor tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos dos Estados Unidos.
Cronologia da Guerra Comercial
Arte/G1
Source: Globo Economia