Shoppings têm queda de 5% no faturamento das vendas do Dia das Mães



O Dia das Mães é a segunda principal data do comércio; queda é devido à menor predisposição do consumidor em fazer dívidas, especialmente em carnês e cartões de crédito. Dia das mães
Celso Tavares/G1
Os consumidores gastaram 5% a menos do que no ano passado nos shoppings para presentear no Dia das Mães, de acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop.,
O Dia das Mães é a segunda principal data do comércio. Já em relação ao número de vendas, houve alta de 4% ante 2018.
De acordo com a entidade, a queda é devido à menor predisposição do consumidor em fazer dívidas, especialmente em carnês e cartões de crédito. Logo, com uma maior quantidade de vendas realizadas, mas um gasto consideravelmente menor, o ticket médio nas lojas também sofreu queda: 10% menor em relação a 2018.
A queda de 5% no faturamento, de acordo com Luís Augusto Ildefonso da Silva, diretor institucional da Alshop, foi causada pela situação econômica na qual o Brasil vem passado. “Aquelas pessoas que já conseguiram melhorar o seu nível de endividamento não querem assumir novos riscos, logo, na compra de algum presente, procuraram aliar à sua disponibilidade de gasto menor”, comentou.
“Eles estavam mais cautelosos. Em vez de comprar um presente de R$ 200, acabaram comprando de R$ 150 para dar um conforto ao fluxo de caixa e poderem pagar à vista”, disse.
Quanto ao ticket médio das compras, nos shoppings populares, com concentração maior de classes C e um pouco de B, ficou entre R$ 75 e R$ 90. Já nos shoppings com maior concentração de A e B, o valor girou em torno de R$ 170 a R$ 200.
Mais vendidos
Os segmentos que mais se destacaram foram roupas, calçados, acessórios, perfumes, cosméticos, chocolates e consumo nos restaurantes. Equipamentos eletrônicos como os celulares, que já tiveram importante participação na data, perderam espaço este ano.
Já quanto à forma de pagamento, os consumidores optaram por pagar à vista, em dinheiro ou cartão de débito, para evitar novo endividamento.
Source: Globo Economia