Mercado financeiro prevê rombo de R$ 98 bilhões para as contas do governo em 2019



Meta fiscal para este ano é de um déficit primário de até R$ 139 bilhões. Ministro da Economia, porém, diz que quer zerar o rombo fiscal em 2019. Os analistas das instituições financeiras baixaram a estimativa para o déficit primário das contas do governo neste ano para R$ 98,175 bilhões.
A projeção consta no mais recente levantamento feito pelo Ministério da Fazenda e divulgado nesta quinta-feira (14) por meio do chamado “Prisma Fiscal”.
No levantamento anterior, divulgado em fevereiro, os economistas previam que o rombo das contas públicas neste ano ficaria em R$ 99,560 bilhões em 2019.
O rombo, ou déficit primário, ocorre quando as despesas do governo superam as receitas com impostos e tributos. Por ser primário, não considera os gastos com pagamento dos juros da dívida pública.
A estimativa do mercado financeiro é inferior à meta para o resultado das contas públicas autorizada pelo Congresso e que o governo precisa perseguir neste ano, que é de rombo de até R$ 139 bilhões. O resultado mostra que os analistas creem no cumprimento da meta fiscal.
Para 2020, o mercado financeiro estimou um déficit primário de R$ 65,462 bilhões para as contas do governo, valor que também está abaixo do teto da meta fiscal – que é de um rombo de até R$ 110 bilhões.
Objetivo da equipe econômica
A previsão do mercado, porém, ainda está distante do objetivo anunciado pela equipe econômica para este ano. Nesta quarta-feira (13), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que busca zerar o rombo fiscal em 2019.
“Vamos botar metas impossíveis, vamos zerar o déficit nesse ano. Vai ser difícil, mas vamos fazer o máximo possível”, declarou ele, durante cerimônia de transmissão de cargo no Banco Central.
Guedes disse que, para isso, o governo pode contar com recursos do megaleilão de petróleo do pré-sal, a cessão onerosa, que pode render R$ 100 bilhões. O leilão está marcado para 28 de outubro.
Source: Globo Economia