Inflação oficial acelera e fica em 0,43% em fevereiro, diz IBGE



Educação e alimentos puxaram alta do mês. Em 12 meses, o IPCA acumulado ficou em 3,89%, acima dos 3,78% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,43% em fevereiro, acima dos 0,32% de janeiro, segundo divulgou nesta terça-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice acumulado em 12 meses ficou em 3,89%, acima dos 3,78% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já o acumulado no ano foi para 0,75%.
Em 2018, a inflação oficial fechou o ano em 3,75%, abaixo do centro da meta fixada pelo governo, que era de 4,5%. Para 2019, o alvo central a ser perseguido é um pouco menor: 4,25%.
Educação e alimentos puxam alta
Seis dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em fevereiro, com destaque para educação (3,53%), que teve um impacto de 0,17 ponto percentual no índice geral de inflação do mês, atrás apenas do grupo alimentação e bebidas, que subiu 0,78% de janeiro e fevereiro, com um impacto de 0,19 ponto percentual sobre o IPCA.
Segundo o IBGE, o avanço dos custos de educação reflete os reajustes praticados no início do ano letivo, em especial nas mensalidades dos cursos regulares, cujos valores subiram, em média, 4,58%, gerando o mais elevado impacto individual sobre o índice do mês (0,15 p.p.).
De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, historicamente o mês de fevereiro sempre registra alta expressiva dos preços do grupo de educação por conta do reajuste nas mensalidades escolares. Apesar da alta de 3,53%, trata-se da menor inflação para o grupo educação para meses de fevereiro desde 2008 (3,47%).
No grupo alimentação, as maiores altas foram verificadas nos preços do feijão-carioca (51,58%), da batata-inglesa (25,21%), das hortaliças (12,13%) e do leite longa vida (2,41%). Por outro lado, houve queda nos preços de carnes (-1,23%), o arroz (-1,23%), o frango inteiro (-1,69%) e o tomate (-5,95%). Já o item alimentação fora recuou 0,04%.
Já o item transportes registrou em fevereiro deflação de 0,34%, puxada pelas quedas nos itens passagem aérea (-16,65%) e gasolina (-1,26%) e etanol (-0,81%). Por outro lado, houve alta no óleo diesel (0,36%) e o gás veicular (7,75%) e ônibus urbano (1,50%).
Já em habitação, os destaques foram as altas dos itens gás encanado (4,11%) e energia elétrica (1,14%).
Veja a inflação de fevereiro por grupos pesquisados e o impacto de cada um no índice geral:
Alimentação e Bebidas: 0,78% (0,19 ponto percentual)
Habitação: 0,38% (0,06 p.p.)
Artigos de Residência: 0,20% (0,01 p.p.)
Vestuário: -0,33% (-0,02)
Transportes: -0,34% (-0,06 p.p.)
Saúde e Cuidados Pessoais: 0,49% (0,06 p.p.)
Despesas Pessoais: 0,18% (0,02 p.p.)
Educação: 3,53% (0,17 p.p.)
Comunicação: zero (0 p.p.)
Perspectivas para a inflação
Para 2019, os analistas das instituições financeiras projetam uma inflação de 3,87%, segundo a última pesquisa “Focus” do Banco Central.
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que segue em 6,5% ao ano. A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.
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Inflação por capitais
Na análise por capitais, apenas Brasília (-0,18%) teve deflação em fevereiro. A maior alta foi verificada em Rio Branco (1,12%), seguida por Belém (0,93%).
Veja a inflação de janeiro por região:
Rio Branco: 1,12%
Belém: 0,93%
São Luís: 0,43%
Fortaleza: 0,69%
Recife: 0,59%
Aracaju: 0,54%
Salvador: 0,18%
Belo Horizonte: 0,51%
Vitória: 0,58%
Rio de Janeiro: 0,48%
São Paulo: 0,44%
Curitiba: 0,18%
Porto Alegre: 0,15%
Campo Grande: 0,52%
Goiânia: 0,87%
Brasília: -0,18%
INPC fica em 0,54% em fevereiro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,54% em fevereiro, acima dos 0,36% de janeiro. O acumulado do ano está em 0,90% e o dos últimos doze meses foi para 3,94%.
Source: Globo Economia