IGP-M desacelera para 0,72% na segunda prévia de julho



É a menor taxa para uma segunda prévia desde maio do ano passado. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,72% na segunda prévia de julho, de alta de 1,27% anotada em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (20). É a menor taxa para uma segunda prévia desde maio do ano passado.
Com isso, o indicador acumulou alta de 33,75% em 12 meses, nível menor que os 36,65% acumulados até a segunda prévia do mês passado.
A desaceleração do IGP-M foi puxada pela taxa menor do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), de 1,26% para 0,66%. O IPA tem peso de 60% nos IGPs.
No IPA, os preços dos bens finais passaram de 1,30% em junho para 1,09% em julho, puxado pelos alimentos processados, em que a taxa saiu de 2,68% para 1,78%.
A taxa de bens intermediários variou 0,95% na segunda prévia de julho, contra 2,46% na segunda de junho. Materiais e componentes para manufatura foram o destaque nessa desaceleração ao passar de 2,83% para 0,16%.
Por fim, a inflação das matérias-primas brutas passou de 0,28% na primeira prévia do mês passado, para 0,12% em igual período de julho. Contribuíram para o movimento a soja em grão (-3,09% para -8,22%), cana-de-açúcar (6,22% para 1,55%) e milho em grão (-4,30% para -7,08%). Em sentido oposto, destacam-se minério de ferro (1,25% para 5,24%) e suínos (-18,16% para 6,87%).
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou e saiu de 0,62% na segunda prévia de junho, para 0,70% na segunda leitura de julho.
Educação, leitura e recreação (-0,63% para 2,07%), habitação (1,05% para 1,34%) e alimentação (0,27% para 0,34%) puxaram a inflação ao consumidor para cima no período. Os maiores impactos foram passagens aéreas, conta de luz e os preços das frutas.
Em contrapartida, transportes (1,62% para 0,66%), saúde e cuidados pessoais (0,15% para -0,06%), despesas diversas (0,26% para 0,09%) e vestuário (0,65% para 0,58%) registraram taxas mais baixas. O grupo comunicação repetiu em julho a taxa da segunda prévia de junho, de 0,04%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, saiu de 2,75% para 1,32% no período. Materiais e equipamentos (1,92% para 1,39%), serviços (1,46% para 0,76%) e mão de obra (3,70% para 1,36%) desaceleraram.
Source: Globo Economia