Correios: sindicatos anunciam greve; parte das agências está aberta



Paralisação é parcial; federações de trabalhadores informam adesão chega a 22 estados e DF. Cartaz sobre greve dos correios é visto no Centro de Distribuição de Manguinhos, no Rio de Janeiro
José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
As federações que representam os trabalhadores dos Correios informaram nesta segunda-feira (12) que 22 estados e o Distrito Federal aderiram à greve por tempo determinado deflagrada na noite de domingo. A paralisação é parcial e atinge tanto os setores de atendimento como de distribuição.
Balanço da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), que engloba 31 sindicatos, mostra que paralisação atinge os estados do Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo (regiões de Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Santos e Vale do Paraíba), além do Distrito Federal. Roraima ainda não se decidiu.
Amazonas, Amapá e Sergipe estão em estado de greve, segundo a Fentect. Isso quer dizer que a qualquer momento os sindicatos podem decidir pela paralisação.
Além da Fentect , outra federação representa os trabalhadores da categoria, a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), que tem cinco sindicados filiados. Todos aderiram à greve: São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Tocantins e Bauru (SP).
As agências franqueadas não estão participando da greve, mas elas representam cerca de 15% do total.
Funcionária dos Correios faz atendimento na agência central da Francisco Glicério
Pedro Spadoni/G1
Reivindicações
As federações protestam contra alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, cobrança de mensalidades e retirada de dependentes do plano de saúde, suspensão de férias a partir de abril, redução da carga horária e do salário de funcionários da área administrativa, extinção do cargo de operador de triagem e transbordo e fechamento de mais de 2.500 agências próprias por todo o Brasil.
Segundo os Correios, a questão do plano de saúde foi discutida “exaustivamente” com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio segue para julgamento pelo TST.
A empresa aguarda uma decisão conclusiva para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com os custos.
Trabalhadores dos Correios entram em greve em Alagoas
Marcos Rolemberg/G1
Source: Globo Economia