Comissário de Agricultura europeu garante que importações do Mercosul vão respeitar padrões alimentares



Membros da UE expressaram cautela sobre o acordo, especialmente os principais países agrícolas, como França, Irlanda e Polônia. Os produtores de carne bovina da Europa lideram os protestos contra o acordo UE-Mercosul
Reprodução/TVCA
O comissário para a Agricultura da União Europeia, Phil Hogan, afirmou nesta segunda-feira (15) que todos os produtos importados no âmbito do acordo comercial UE-Mercosul vão respeitar as normas alimentares promulgadas por Bruxelas.
“Garantimos que não teremos nenhum produto entrando na União Europeia vindo dos países do Mercosul que não cumpram os padrões alimentares da UE, bem como a ambição climática e ambiental”, declarou Hogan.
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A questão foi incluída na agenda dos ministros da Agricultura nesta segunda-feira para apresentar este acordo político, que ainda deve ser submetido a um longo processo de ratificação dentro da União Europeia.
“Esta é uma oportunidade para apresentar exatamente o que está no acordo, porque há muita desinformação sobre o conteúdo do pacto”, apontou Hogan.
Vários países europeus expressaram cautela, até mesmo dúvidas, sobre este acordo, especialmente os principais países agrícolas, como França, Irlanda e Polônia.
Os produtores de carne bovina lideram a contestação. Milhares deles protestaram na semana passada em Dublin.
O comissário insistiu na imposição de cotas para certos produtos agrícolas como carne bovina, açúcar ou aves e os controles sanitários que continuarão como atualmente.
Por exemplo, a UE continuará decidindo quais frigoríficos poderão exportar para o bloco, explicou.
“Espero que os nossos agricultores leiam atentamente o documento (…). Assim, verão que, no contexto de uma longa negociação, onde houve, evidentemente, ganhos importantes para a indústria, também reduzimos nosso nível de concessões na agricultura”, acrescentou.
O anúncio feito no final de junho de um acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), após 20 anos de negociações, provocou críticas, especialmente no setor agrícola.
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Source: Globo Economia